Simbiose mãe-filho

No decorrer da vida uterina, o feto se desenvolve em um ambiente estéril e, quando é revelada a presença de bactérias no líquido amniótico, essas bactérias podem desencadear amniosite, fusinite e corioamniosite, e isto está frequentemente associado a partos prematuros.

Assim que o bebê nasce, o seu intestino ainda é estéril e embebido por líquido amniótico, porém em poucos dias esse intestino será colonizado por bactérias, que normalmente são provenientes da mãe e do ambiente externo. Mas o que vai modificar a característica dessas bactérias que irão colonizar inicialmente o intestino do bebê será o tipo de parto.

Quando a criança nasce de parto normal, o seu primeiro contato é com as bactérias que colonizam a microbiota vaginal da mãe (por exemplo, Lactobacillus spp., Prevotella spp., Sneathia spp.). A principal característica da microbiota vaginal é que a mesma é colonizada por poucas espécies bacterianas, com os Lactobacilos constituindo 50% de todo o ecossistema microbiano.

Em contrapartida, as crianças que nascem por parto cesárea são caracterizadas por construir um microbioma semelhante ao encontrado no microbioma cutâneo da mãe, dos profissionais da saúde, de superfícies, meios cirúrgicos, etc.. Portanto, neste caso, a interação com o meio ambiente causa ao recém nascido a aquisição de um ecossistema microbiano com ecologias ambientais mais marcantes.

Os lactobacilos vaginais estabelecem um papel defensivo contra agentes patogênicos e modulam a interação simbiótica mãe-filho.

Podemos notar através disso que, o parto normal é muito mais benéfico para a formação de um microbioma saudável do bebê, o que lhe trará diversos benefícios protetores ao longo da vida. Mas esse é só um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma microbiota saudável.

É isto, espero que tenham gostado!! Até mais 🙂

Com carinho, Mari.

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