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Quem sou eu?

Olá, meu nome é Mariana Cardoso, tenho 25 anos e sou formada em Nutrição pelo Centro Universitário de Volta Redonda. Atualmente estou cursando pós graduação em Nutrição Hospitalar pelo Instituto Israelita Albert Einstein.

Por que eu decidi fazer um blog?

  • Para compartilhar informações com os leitores, sejam eles estudantes da área de Nutrição, sejam eles só interessados mesmo no assunto;
  • Ajudar os estudantes com conteúdos relevantes para a vida acadêmica;
  • Compartilhar com vocês estudos sobre assuntos recentes e importantes;
  • Me manter conectada com outros profissionais da área afim de trocar experiências;
  • Compartilhar com vocês alguns alimentos e suas funções no nosso organismo, bem como citar os alimentos que não nos favorecem.

Recentemente, eu venho estudando e me atualizando sobre um assunto que está muito em alta nos últimos 10 anos que é a composição do nosso microbioma/microbiota intestinal.

Motivos pelo qual eu decidi iniciar o Blog com esse assunto:

  • É um assunto muito polêmico e muito comentado nos dias atuais;
  • O microbioma humano é individual e único para cada indivíduo, de forma que temos que saber como lidar com cada paciente de acordo com suas particularidades;
  • Além disso, o microbioma desempenha um papel primordial no organismo como um todo;
  • É extremamente importante entendermos esse tema para poder aplicar condutas corretas com os diferentes tipos de pacientes.

Então em resumo é isso, gente! Ao longo do tempo irei postando os assuntos referentes ao que citei acima e mais adiante mudarei para outros temas que estejam associados a ele. Vou abordar também sobre assuntos referentes à saúde da mulher como: alimentação na gravidez; alimentos que influenciam negativamente na saúde da mulher com endometriose e alimentos que ajudam a combater os sintomas dessa enfermidade também; bem como benefícios dos alimentos para a nossa saúde microbiana.

É isso, agradeço a atenção de todos e espero que gostem do conteúdo da página!

Com carinho, Mari.

Segurança alimentar durante a gestação

Hoje vou falar um pouco sobre a alimentação para as futuras mamães!! Gente, no período gestacional, a mulher encontra-se com os tecidos metabolicamente ativos e com isso podem ser mais suscetíveis à ação de toxinas, desta forma, a gestante frequentemente tem problemas relativos à segurança dos alimentos comuns e substâncias não nutritivas.

Dado esses fatos, hoje vamos falar um pouco sobre as diretrizes gerais de segurança alimentar! São elas:

  • Limpeza:
    – Antes e depois de manusear os alimentos, deve-se lavar as mãos cuidadosamente com água e sabão. Atentar-se também em não tocar em membranas mucosas após o manuseio de carnes!
    – Lavar todos os utensílios (tábuas de corte, bancadas, pratos) com água e sabão.
    – Lavar frutas e vegetais crus em água corrente, mesmo se não houver a intenção de consumir a casca.
    – Não lavar carnes e aves!!
  • Separar para evitar contaminação cruzada:
    – Separar carnes cruas de alimentos já prontos para ser consumidos quando realizar as compras.
    – Usar uma tábua de corte para carnes e outra para frutas e vegetais frescos.
    – Colocar os alimentos cozidos em pratos limpos.
  • Cozinhar em temperatura adequada:
    – Sempre cozinhar os alimentos por completo!
    – Grandes cortes de carne de porco, vitela, cordeiro (bifes assados e costeletas) devem ser cozidos a 60ºC com descanso de 3 minutos.
    – Peixe: 60ºC.
    – Carne de boi, porco, vitela, cordeiro, carne moída: 70ºC
    – Pratos de ovos: 70ºC
    – Peru, frango, pato: 73ºC
    – Cozinhar os ovos até estarem firmes.
    – Reaquecer as sobras a pelo menos 73ºC e molhos, caldos e sopas deverão ser fervidos.
  • Resfriar para evitar a zona de perigo
    – O refrigerador deve ter temperatura de 4ºC ou menos e o congelador -17ºC. Verificar a temperatura periodicamente.
    – Limitar o tempo de contato dos alimentos na zona de perigo, pois a faixa de temperatura em que as bactérias crescem rapidamente é de 4ºC a 60ºC.
    – Descongelar e marinar os alimentos na geladeira e não no balcão da cozinha!
    – Refrigerar e congelar os alimentos perecíveis prontamente.
    – Usar os alimentos perecíveis pronto para comer o mais rápido possível.
    – Regra de 2h: descartar os alimentos perecíveis deixados à temperatura ambiente por mais de 2h. Mas se for um dia quente (mais de 32ºC), encurte esse tempo para 1h.
  • Evitar alimentos de alto risco:
    – Evite alimentos não pasteurizados como: leite (todos os tipos). Dê preferencia aos queijos duros, pois são os mais seguros, mesmo que os queijos macios sejam pasteurizados.
    – Evitar carnes (todos os tipos) e frutos do mar mal cozidos ou crus.
    – Evitar sucos não pasteurizados.
    – Evitar brotos crus ou mal cozidos, como: alfafa, trevo, feijão, rabanete.
    – Não abrir latas abauladas!
    – Ferver os alimentos em conservas caseiras por 20 minutos.
    – Prestar atenção à validade dos alimentos!!!!! Sempre..

No período gestacional devemos ter cautela para não superestimar o risco de contaminação dos alimentos durante a gestação ou a quantidade de controle que um indivíduo tem na redução desse risco.

Espero que tenham gostado do conteúdo!!

Com carinho, Mari.

Nutrientes-chave para o desenvolvimento cerebral fetal e neonatal

No post anterior eu falei um pouco sobre o ômega-3, hoje vou abordar outros nutrientes importantes para o desenvolvimento fetal e neonatal. Vou falar sobre o nutriente, função dele para com o desenvolvimento cerebral e o efeito negativo, caso haja deficiência do mesmo.

Vamos começar falando sobre os ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa, principalmente o DHA.
Função: ele participa da formação da membrana celular, mielina, sinaptossomos, comunicação intracelular e transdução de sinal. Sua deficiência pode prejudicar o neurodesenvolvimento e desenvolvimento visual fetal.

Proteínas
Função: proteínas estruturais neuronais e gliais, números e estruturas sinápticas, participa da produção de peptídeos (principalmente no cerebelo), hipocampo e córtex cerebral. A deficiência de proteína pode afetar o crescimento do sistema nervoso central como um todo e o neurodesenvolvimento.

Zinco
Função: o zinco é cofator em enzimas mediadoras da bioquímica de proteínas e nucleicos, crescimento, expressão gênica, neurotransmissores (especialmente no cerebelo), sistema límbico, córtex cerebral, lobo temporal e frontal. Sua deficiência pode provocar um retardo no desenvolvimento motor e na atenção, memória de curto prazo e crescimento cerebral.

Ferro
Função: o ferro participa da mielinização, da dendritogênese, sinaptogênese, neurotransmissão (especialmente no hipocampo), corpo estriado e córtex frontal. Sua deficiência pode afetar a inteligência global, o desenvolvimento motor geral, o neuro desenvolvimento, a atenção, memória, linguagem e reconhecimento auditivo.

Colina
Função: metilação, mielina, neurotransmissores (principalmente afetando o hipocampo), septo, corpo estriado, neocórtex anterior, neocórtex posterior médio. A presença de deficiência de colina podem afetar a memória visual espacial e auditiva em roedores, porém não há estudos que comprovem isso em humanos ainda.

Cobre
Função: participa do transporte de ferro, tem atividade antioxidante, participa da síntese de neurotransmissores, do metabolismo energético neuronal e glia (afetando o cerebelo). A deficiência desse nutriente pode afetar o controle motor e função cognitiva.

Iodo
Função: participa da síntese tireoidiana, neuronal e na mielinização. Sua deficiência pode afetar a função cognitiva.

Vitamina A
Função: é antioxidante e participa do desenvolvimento estrutural. A ausência desse nutriente pode afetar a função visual.

Folato
Função: atua no metabolismo de um carbono. Sua deficiência pode afetar o desenvolvimento do tubo neural.

Por hoje é só, gente!! Espero que tenham gostado, pois os conteúdos que compartilho aqui eu faço e pesquiso com todo carinho do mundo!!

Beijos, Mari.

Importância do ômega-3 durante a gestação e aleitamento materno

Oi gente, como no último post eu falei um pouco sobre os fatores que auxiliam no desenvolvimento da microbiota intestinal ao longo da vida, neste eu resolvi falar um pouco sobre um nutriente muito importante na saúde mãe/filho durante o período gestacional, o ômega-3.

Os ômega-3, principalmente o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA), são importantes para o desenvolvimento neurológico fetal, para a vasodilatação, redução inflamatória e inibição de trombose. Além disso, o DHA é importante para o desenvolvimento e crescimento do sistema nervoso central (SNC) e da retina fetal.

O DHA deve ser mobilizado a partir do estoque materno, ou a dieta pré-natal deve incluir quantidades adequadas de DHA pré-formado (daí a importância de procurar um profissional especializado no assunto/nutricionista, no período pré-concepcional).

O lactente irá obter DHA por meio do leite materno qunando a mãe ingere quantidades de alimentos que o contenham; mas se a mãe não tiver consumindo peixes ou suplementos de DHA, um suplemento de DHA pode ser dado à criança, porém a maioria das fórmulas infantis já é enriquecida com DHA.

Principais fontes alimentares: peixes (salmão, sardinha, truta, arenque, anchova e cavalinha); fontes vegetais (linhaça e nozes); outras opções são: consumo de ovos enriquecidos em DHA.

Observação: Gestantes alérgicas a peixe devem procurar uma fonte de algas de DHA suplementar.

Os suplementos de óleo de peixe contêm EPA e DHA, embora os melhores resultados no longo prazo sejam vistos com o consumo de peixes e não com o consumo dos suplementos (como eu sempre digo, prefiram alimentos ao invés de suplementos!!) Em geral os peixes contém mais DHA do que EPA – embora haja variabilidade entre as espécies – e os suplementos de peixe contém mais EPA do que DHA.

Atenção com os óleos de fígado de peixe, por causa dos teores elevados de vitamina A pré-formada.

Com carinho, Mari.

Condições fisiológicas da microbiota intestinal desde o nascimento até a idade adulta

Entre os 0 e 18 anos de idade, os fatores que influenciam ao início e à modulação da microbiota intestinal são: nascimento, alimentação, fatores ambientais, sociais, biológicos e genéticos.

Os fatores externos, durante a infância, como alimentação (mama ou fórmula de alimentação), no contexto do eixo mãe/bebê, é a primeira ação substancial sobre o início da microbiota intestinal. Além disso, a ingestão de alimentos sólidos e a maturação do sistema imunitário são capazes de modificar profundamente o perfil da microbiota intestinal quando pensamos em microbiota intestinal adulta, esses são fatores que auxiliam no desenvolvimento de uma microbiota que irão nos acompanhar durante a fase adulta, a nossa microbiota nativa.

Já durante a adolescência, a maturação do desenvolvimento sexual e hormonal, as mudanças na alimentação e estilo de vida, o comportamento social, continuam auxiliando a modificar a formação da nossa microbiota intestinal, mas em menor grau.

Em resumo:
1. De 0 a 1 ano: o intestino interage com a mãe;
2. De 1 a 19 anos: a microbiota intestinal que construimos no período infantil desempenhará um papel crucial na nossa função imune, no metabolismo de energia, na integridade da barreira/mucosa intestinal, no desenvolvimento do sistema nervoso autônomo, na motilidade intestinal e na proliferação celular epitelial.
Fonte: Nature research journal

Com isso podemos afirmar que a nossa alimentação nos primeiros anos de vida é um dos fatores determinantes da saúde da criança, podendo afetar as ações futuras do sistema imunológico e até o estado saudável na idade adulta.

Nota-se portanto a importância de uma formação adequada do ecossistema da microbiota de nós, seres humanos. Um assunto digno de muito estudo e conhecimento. É vasto, é lindo e é super interessante que conheçamos esses mecanismos para poder colocar em prática na nossa vida profissional e pessoal.

Com carinho, Mari.

Simbiose mãe-filho

No decorrer da vida uterina, o feto se desenvolve em um ambiente estéril e, quando é revelada a presença de bactérias no líquido amniótico, essas bactérias podem desencadear amniosite, fusinite e corioamniosite, e isto está frequentemente associado a partos prematuros.

Assim que o bebê nasce, o seu intestino ainda é estéril e embebido por líquido amniótico, porém em poucos dias esse intestino será colonizado por bactérias, que normalmente são provenientes da mãe e do ambiente externo. Mas o que vai modificar a característica dessas bactérias que irão colonizar inicialmente o intestino do bebê será o tipo de parto.

Quando a criança nasce de parto normal, o seu primeiro contato é com as bactérias que colonizam a microbiota vaginal da mãe (por exemplo, Lactobacillus spp., Prevotella spp., Sneathia spp.). A principal característica da microbiota vaginal é que a mesma é colonizada por poucas espécies bacterianas, com os Lactobacilos constituindo 50% de todo o ecossistema microbiano.

Em contrapartida, as crianças que nascem por parto cesárea são caracterizadas por construir um microbioma semelhante ao encontrado no microbioma cutâneo da mãe, dos profissionais da saúde, de superfícies, meios cirúrgicos, etc.. Portanto, neste caso, a interação com o meio ambiente causa ao recém nascido a aquisição de um ecossistema microbiano com ecologias ambientais mais marcantes.

Os lactobacilos vaginais estabelecem um papel defensivo contra agentes patogênicos e modulam a interação simbiótica mãe-filho.

Podemos notar através disso que, o parto normal é muito mais benéfico para a formação de um microbioma saudável do bebê, o que lhe trará diversos benefícios protetores ao longo da vida. Mas esse é só um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma microbiota saudável.

É isto, espero que tenham gostado!! Até mais 🙂

Com carinho, Mari.

Microbioma intestinal

Introdução

O projeto do microbioma humano (Human Microbiome Project) foi realizado ao longo de 10 anos e com ele diversas atualizações relacionadas ao microbioma humano chegaram para nós. Uma delas é que, antigamente o nosso intestino era visto apenas como um órgão de absorção e, com o projeto, foi possível identificar que ele apresenta muito mais do que só a função absortiva, ele tem um papel primordial na manutenção da saúde e no sistema imunológico.

O corpo humano é todo composto por microrganismos. Podemos encontrar bactérias na boca, na pele… Enfim, pode-se encontrar bactérias no corpo do ser humano inteiro, mas a maior parte delas estão localizadas no nosso intestino, visto que é o local em que o pH é mais alcalino (ambiente favorável para a colonização de bactérias). Porém, todo ser humano possui seu próprio conjunto de cepas microbianas que serão adquiridas no início da vida, diferem entre ambientes e populações e podem persistir por anos. E a diversidade dessa colônia bacteriana se difere nos diferentes nichos ecológicos do corpo humano.
Fonte: Nature research journal.

Outro fator muito importante é que a composição da colonização de bactérias pode ser afetada por condições como: doenças inflamatórias intestinais, diabetes, alimentação inadequada, condições ambientais, estresse, dentre outros.
Fonte: Nature research journal.

A diversidade da microbiota intestinal é relativamente simples quando ainda somos bebês, mas torna-se muito mais complexa com o aumento da idade, atingindo um alto grau de complexidade em adultos.
Fonte: Microbiology society

Existem diversos fatores que auxiliam na formação da nossa microbiota nativa (a qual construímos até os 2 anos de idade, aproximadamente). Dentre eles estão:
1. O tipo de parto (se normal ou cesárea);
2. Alimentação (leite materno ou fórmulas infantis);
3. Hipótese da higiene (em que o excesso de higiene não é benéfico para a formação da colonia bacteriana).

Além desses três fatores, com o decorrer da vida, outros fatores também poderão influenciar nessa microbiota, bem como: o estilo de vida e a dieta, que podem afetar a diversidade e a composição da microbiota intestinal.
Fonte: Microbiology society

Gente, esse é um breve resumo de um assunto vasto que eu vou compartilhar com vocês aqui no decorrer dos dias. Em breve também vou começar a fazer vídeos, onde eu vou conseguir esboçar e falar com mais precisão sobre essas questões. Espero que vocês gostem do conteúdo, troquem informações comigo, enfim, interajam!!
Nos próximos posts irei um pouco sobre os probióticos e prebióticos que são fundamentais quando o assunto é microbioma intestinal.

Com carinho, Mari!

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